Mês: Agosto 2017

psicoterapia tinder

A Síndrome de Tinderela

Ter vários pretendentes com quem se conversa nas redes sociais e não concretizar nada com nenhum, não é azar mas parte do Síndrome de Tinderela (o nome desta síndrome tem origem na aplicação Tinder).

Através do Tinder muitas pessoas conseguiram ter mais encontros amorosos num mês do que ao longo de toda a vida. A parte negativa desta forma simples, acessível e imediata de fazer “match” com alguém é precisamente a facilidade com que ambas as partes encontram o “par perfeito” através de um perfil de características adornadas e fotografias retocadas.

Flertar com um ou vários homens ao mesmo tempo através das redes sociais não garante o início de um relacionamento bem-sucedido. Pelo contrário, o uso constante destas ferramentas digitais está associado ao medo que uma mulher tem de se dar a conhecer e conhecer uma pessoa de maneira real, de experimentar sentimentos mais profundos e de se comprometer.

A síndrome Tinderela levanta um paradoxo interessante, mas muito preocupante. As aplicações e – em geral – a tecnologia sugerem facilitar a nossa vida, no entanto, ao invés de as apps como o Tinder servirem como plataforma facilitadora para ampliar o círculo social e começar a conhecer pessoas reais, estas estão a tornar-se causa de maior afastamento e solidão.

Não estou certo que exista a síndrome Tinderela, como não estou certo que todas as pessoas que utilizam este género de aplicações se enquadrem no quadro descrito. Para muitas pode ser uma alavanca importante para dar início a uma relação que se pode ir aprofundando. Uma ferramenta importante para enfrentar a timidez. Mas para grande parte das pessoas não passa de um jogo de bate-e-foge, onde quase todos perdem, mesmo quando vencem.

psicólogo clínico

Deficit – Na Prespectiva da Saúde Mental

No seu sentido habitual o termo deficit significa insuficiência ou carência de algo. Do ponto de vista mental referimo-nos à insuficiente recepção ou fornecimento de algo que o sujeito deveria ter recebido por parte dos seus pais ou cuidadores, numa determinada etapa evolutiva da sua vida.

Este ponto de vista encontra-se vinculado à convicção de que todo o sujeito para o seu adequado desenvolvimento mental e para a harmonia e coerência do seu self, deve receber uma razoável dose de cuidados entre os quais se incluem amor, ternura, aprovação, confiança, aceitação, tolerância e segurança num regime de coerência e continuidade.

Quando essas contribuições não são suficientes produz-se um deficit.

Como é natural, aquilo que provoca o deficit não é somente ausência do que se necessita, do positivo, mas também a presença do que é prejudicial, que é negativo: ódio, agressividade, incoerência, instabilidade, desleixo, maus tratos físicos, patologia dos pais, instabilidade, etc.

Quando falamos de deficit podemos estar a referirmo-nos ao comportamento dos cuidadores, um facto objectivo, mas em si mesmo, o deficit não é um facto objectivo mas uma experiência subjectiva: a experiência de fragilidade, de incoerência, instabilidade, caos interno, sentimento de vazio, sensação de carência, etc.

A isso soma-se o sentimento de não se ser escutado, de não se ser amado, de não se ser reconhecido, de não se receber atenção, de ser abandonado, etc.

O grau em que esta experiência subjectiva coincide ou não com o que usualmente se denomina de “realidade objectiva” é sempre, salvo casos extremos de negligência e abandono, muito difícil ou impossível de precisar, porque a suposta realidade objectiva varia muito dependendo do observador.

Adaptado de Joan Coderch
“La prática de la psicoterapia relacional”

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