Mês: Julho 2019

Por que o sexo de reconciliação e de despedida são tão bons Pedro Martins Psicoterapeuta

Por que o Sexo de Reconciliação e Despedida é fantástico?

“O sexo de reconciliação foi 10 vezes mais intenso do que eu alguma vez experimentei.”

“A única coisa que sei sobre sexo de reconciliação é que funciona muito bem.” – (mulher casada)

As pessoas descrevem o sexo de reconciliação como selvagem e extremamente gratificante, e é experimentado após uma discussão intensa.

O que faz com que no seguimento de uma discussão amarga, tudo seja esquecido, quando o casal se envolve no que muitos dizem ser um sexo incrivelmente selvagem e prazeroso?

E por que o sexo de despedida também é tão excitante?

 

Transferência de excitação

A explicação básica para a excitação no sexo de reconciliação é a transferência do estado de excitação de uma situação para outra.

Quando estamos excitados devido a um estímulo, é provável que sejamos facilmente excitados por outro.

O sexo de reconciliação é considerado por muitos como o melhor sexo que existe, o que, em muitos casos, compensa a discussão.

A excitação de transferência é explanada na clássica experiência da ponte realizada em 1974 por Donald Dutton e Arthur Aron.

Nessa experiência, transeuntes do sexo masculino são abordados por uma mulher muito atraente que lhes pede para preencher um questionário.

Metade dos entrevistados estava a atravessar uma ponte suspensa que gerava algum medo. A outra metade atravessava uma ponte baixa e segura.

A excitação sexual em relação à mulher foi maior nos sujeitos que atravessavam a ponte que gerava medo.

A excitação do medo foi transferida para a excitação sexual gerada pela presença de uma mulher atraente.

Outro exemplo deste género de transferência pode ocorrer quando assistimos a certos filmes:

– A nossa raiva em relação ao vilão pode facilmente transformar-se em excitação; a felicidade de vermos o vilão a ser castigado.

 

A transferência da excitação não resulta apenas de emoções negativas mas também de outras experiências agradáveis.

 

A grande excitação gerada pelo sexo de reconciliação pode ser explicada à luz dos exemplos anteriores.

O alto estado de excitação associado à discussão é transferido para um estado de grande excitação durante o sexo de reconciliação.

O sexo fantástico após uma discussão, deve-se, em certa medida, à mudança de humor e ao alívio (pelo menos temporário) que a reconciliação com o parceiro produz.

Mas também é resultado da transferência da excitação da discussão para o sexo.

O sexo de reconciliação ocorre após uma discussão desagradável e acalorada com um parceiro que abriu um abismo entre os dois, e assim, ameaçou a continuidade do relacionamento.

O sexo de reconciliação restabelece o vínculo de uma forma bastante palpável.

Como referiu uma mulher:

“O nosso relacionamento é muito mais seguro depois do sexo de reconciliação, para além do alívio adicional da re-conexão com o meu companheiro.

É um lembrete de que, embora nos tenhamos magoado, ainda estamos lá um para o outro.”

Uma maneira semelhante de aumentar a excitação sexual, através da transferência de excitação, é quando um parceiro age de forma selvagem e até mesmo sádica, em relação ao outro.

Aqui a excitação subjacente à raiva e até ao deseja de vingança é transferida para a excitação sexual.

Os casais também desenvolvem formas mais subtis de aumentar a excitação sexual. Por exemplo, através de provocações (teasing).

 

“Eu sinto mais amor durante o sexo de reconciliação, porque apesar do que aconteceu, sei que o nosso amor sobreviveu.” – (mulher casada)

 

A transferência da excitação não resulta apenas de emoções negativas, como a raiva que prevalece durante as contendas, mas também de emoções positivas, como o desfrutar de um bom jantar em conjunto ou de outras experiências agradáveis.

Também pode ser activada pela excitação sexual desencadeada por uma terceira pessoa, como um vizinho de boa aparência ou o herói de um filme que é, então, transferida para o parceiro.

As emoções são fenómenos muito dinâmicos e contagiosos: elas podem facilmente passar de uma pessoa para outra.

Assim, quando vemos uma pessoa triste e a chorar, muitos de nós também ficamos tristes.

Quando alguém nos ama, é mais provável que amemos essa pessoa de volta.

E quando percebemos que a pessoa com quem estamos está excitada sexualmente, também ficamos excitados.

A natureza dinâmica e maleável das emoções não se reflecte apenas na transferência de emoções de uma pessoa para outra, mas também na transferência de emoções dentro da própria pessoa.

A situação de amor / ódio é um desses casos. O amor intenso pode tornar-se um terreno fértil para o surgimento de um ódio intenso.

 

Quando estamos excitados devido a um estímulo, facilmente somos excitados por outro.

 

Sexo de Despedida

O sexo de despedida (“one for the road”) é o sexo agridoce e apaixonado que você tem com o seu parceiro logo depois, enquanto, ou pouco antes de terminar o relacionamento com ele.

Algumas pessoas consideram que o sexo de despedida é ainda melhor do que o sexo de reconciliação.

A excitante natureza do sexo de despedida deve-se às suas circunstâncias únicas:

  • É a última oportunidade de desfrutarem do sexo um com o outro.

Tal como Ted Spiker referiu, “é como no dia anterior ao início de uma dieta. Amanhã vou começar, mas hoje vou aproveitar para comer as coisas que mais gosto”.

O sexo é especialmente prazeroso quando o relacionamento é basicamente bom.

“O sexo de despedida é incrível! É realmente difícil entender até você experimentar! É melhor do que fazer sexo de reconciliação!” – (homem anónimo)

O sexo de despedida envolve o carinho que permanece apesar da separação.

Devido à sua natureza “final”, as pessoas não sentem inibições ou restrições no sexo e comportam-se como desejam, sem se preocupar com o futuro ou o efeito no outro.

Nesta experiência comovente e triste, as pessoas geralmente não falam dos maus momentos e do que arruinou o relacionamento; elas estão imersas na presença excitante, sabendo que não existe amanhã.

Frequentemente adoptam a atitude de: “comer, beber e ser feliz, porque hoje é o ultimo dia das nossas vidas”.

Nada tem importância, excepto a presente união sexual.

No sexo de despedida, a excitação resulta de experimentar uma ligação que não é restringida por circunstâncias passadas e futuras.

 

A natureza dinâmica e maleável das emoções não se reflecte apenas na transferência de emoções de uma pessoa para outra, mas também na transferência de emoções dentro da própria pessoa.

 

No sexo de reconciliação, a excitação tem origem na superação das dificuldades do passado e em olhar positivamente para o futuro.

A total ausência de constrangimento é o que faz com que o sexo de despedida geralmente seja o mais excitante dos dois.

 

Os riscos do sexo de reconciliação e de despedida

O sexo de reconciliação tem os seus próprios riscos, um dos quais é reforçar as discussões, ou pelo menos não levar as contendas tão a sério quanto deviam.

Isto é particularmente verdadeiro quando as discussões são violentas, como no caso das mulheres agredidas.

Muitas vezes, imediatamente após a uma situação de violência doméstica, os homens obrigam as mulheres a fazerem sexo com eles.

Não é preciso dizer o quanto isto é terrivelmente devastador para as mulheres.

No entanto, noutros casos, quando já passou um certo tempo desde que a violência ocorreu, o sexo de reconciliação pode facilitar o retorno das mulheres aos seus companheiros violentos como se nada tivesse acontecido.

Esta é a história real de Tina Nash, uma mulher severamente espancada que ficou com o namorado apesar dos seus comportamentos violentos.

Depois de um episódio particularmente violento, ela voltou no dia seguinte com o intuito de apanhar o carro que ficado estacionado à porta de casa dele.

Ela refere: “Fizemos amor apaixonado naquela noite. O sexo de reconciliação com ele foi 10 vezes mais intenso do que eu já tinha experimentado antes. Ele foi carinhoso e olhava para mim como se quisesse possuir a minha alma.”

Alguns meses depois, ela perdeu a visão em resultado de outro episódio de violência.

Fazer sexo de reconciliação quando a relação é má não envolve uma verdadeira resolução para o conflito, mas um encobrimento temporário, que distrai a atenção do casal dos seus profundos problemas.

 

Riscos: pode facilitar o retorno das mulheres aos seus companheiros violentos como se nada tivesse acontecido.

 

Quando as discussões são constantes e extremas, o sexo de reconciliação pode funcionar como uma droga que dá um alívio temporário e ilusório, mas não é uma solução real.

O sexo de despedida pode ser importante, principalmente, em duas situações:

(a) Ainda gostam um do outro e querem continuar amigos

(b) A decisão de terminar a relação é mútua

Em alguns casos, o sexo de despedida pode ser muito triste e doloroso.

Miguel refere: “A minha namorada levou-me para um fim-de-semana romântico com a ideia de fazermos sexo o máximo de vezes possível e antes de se ir embora disse-me que a nossa relação estava terminada. Isso deixou-me enfurecido e amargurado”.

Para outras pessoas, especialmente aquelas cujo amor pelo parceiro se extinguiu, o sexo de despedida faz com que se sintam tristes por estarem a ser usadas e a cederem a fazer sexo por pena do parceiro.

Outro problema (ou vantagem) do sexo de despedida é que, se é tão bom, gera segundos pensamentos em relação ao fim da relação, que ambos pensavam ser a decisão certa.

 

Sexo de reconciliação em bons e maus relacionamentos

O sexo de reconciliação é um remédio superficial para as discussões.

O remédio é benéfico quando o relacionamento é basicamente bom, e as discussões são tipicamente circunscritas e reduzidas, ou seja, não expressam uma divisão profunda e hostil.

Entretanto, quando existem problemas mais profundos na relação, o sexo de reconciliação tem pouco valor e pode mesmo invocar emoções negativas ao não se abordar o problema com seriedade.

Quando os conflitos subjacentes ao sexo de reconciliação são circunscritos e reduzidos, eles podem ser como pequenas quantidades de um vírus que imuniza o sistema.

Mas quando as doses do vírus são grandes o sistema pode colapsar.

 

Ter relações sexuais extremamente prazerosas não se limita a experiências pós-discussões ou de despedida, também pode ser parte de um amor profundo.

 

Quando as discussões que antecedem o sexo de reconciliação são raras, elas podem ser consideradas como um obstáculo que o casal pode superar, e o sexo é uma das maneiras de fazê-lo.

Neste último caso, quando o relacionamento é basicamente bom, o sexo de reconciliação é normalmente muito bom, e a relação provavelmente melhora.

Quando as contendas são significativas e expressam a natureza problemática do relacionamento, o sexo de reconciliação pode prejudicar ainda mais a relação e os parceiros individualmente.

Não é necessário provocar discussões sérias para ter sexo muito prazeroso, pois há um preço a pagar pelas contendas.

Além disso, se uma discussão é deliberadamente provocada, o sexo subsequente pode perder a sua atracção como reafirmação do amor.

Para além do mais, como os desentendimentos, mal-entendidos e discussões são comuns nos relacionamentos saudáveis, não há necessidade de provocá-los artificialmente – somente a necessidade de superá-los de forma positiva.

Em suma, o sexo de reconciliação e o sexo de despedida podem ser importantes e maravilhosos em certas circunstâncias.

No caso do sexo de reconciliação, as discussões devem ser circunscritas e reduzidas

No caso do sexo de despedida, os dois ainda devem gostar um do outro, e o desejo de terminar resultar de um acordo mútuo.

Noutros casos, tanto o sexo de reconciliação como o sexo de despedida podem ser prejudiciais, já que não resolvem os problemas, mas apenas os aprofundam.

Em qualquer caso, um magnífico sexo não se limita a experiências pós-discussões ou de despedida, também pode ser parte de um amor profundo.

 

Traduzido/adaptado por Pedro Martins

a partir de Why make-up sex and breakup sex are so good – Aaron Ben-Zeév

O Papel do Toque na Diminuição da Dor Pedro Martins Psicoterapeuta

O Papel do Toque na Diminuição da Dor

Quando os parceiros se tocam, a respiração e os batimentos cardíacos sincronizam-se e a dor diminui.

Esta é uma conclusão dum estudo onde se verificou que:

– Quando um parceiro empático segura a mão da mulher com dor, os ritmos cardíacos e respiratórios sincronizam-se e a dor dissipa-se.

“Quanto mais empático o parceiro e mais forte o efeito analgésico, maior a sincronização entre os dois quando se tocam”, refere Pavel Goldstein.

O estudo de 22 casais, publicado na revista Scientific Reports é o mais recente de um conjunto crescente de pesquisas sobre a “sincronização interpessoal”:

– Fenómeno no qual os indivíduos começam a reproduzir aspectos fisiológicos daqueles com os quais convivem.

Os cientistas sabem há muito tempo que as pessoas inconscientemente sincronizam os seus passos com a pessoa com quem caminham ou ajustam a sua postura para espelhar as de um amigo durante uma conversa.

Estudos recentes também mostram que quando as pessoas assistem a um filme emotivo ou cantam juntas, os batimentos cardíacos e os ritmos respiratórios sincronizam-se.

E quando os casais estão simplesmente na presença um do outro, os seus padrões cardiorrespiratórios e de ondas cerebrais sincronizam-se.

A ideia para o estudo surgiu a Goldstein depois de testemunhar o nascimento da sua filha, agora com 4 anos.

“A minha esposa estava com dores, e tudo que eu conseguia pensar era: ‘O que é que eu posso fazer para ajudá-la?’

Eu peguei na mão dela e pareceu ajudar”, lembra ele.

“Eu queria testá-lo em laboratório:

Pode-se realmente diminuir-se a dor com o toque e, em caso afirmativo, como?”

 

Quando os parceiros se tocam, a respiração e os batimentos cardíacos sincronizam-se e a dor diminui.

 

Goldstein recrutou 22 casais heterossexuais com um relacionamento longo, com idades entre 23 e 32 anos.

Fê-los passar por uma série de testes com o objectivo de reproduzir o cenário da sala de parto.

Aos homens foi atribuído o papel de observador; as mulheres o alvo da dor.

Ao mesmo tempo que os instrumentos mediam os ritmos do coração e da respiração, eles sentaram-se:

juntos sem se tocar; sentados juntos de mãos dadas; ou sentados em quartos separados.

Eles repetiram os três cenários enquanto a mulher era submetida a uma leve dor provocada por calor, no antebraço, por 2 minutos.

Tal como em investigações anteriores, o estudo mostrou casais fisiologicamente sincronizados em algum grau apenas quando sentados juntos.

Mas quando ela foi submetida à dor e ele não pode tocá-la, essa sincronização foi cortada.

Quando ele foi autorizado a segurar a mão dela, os ritmos voltaram a sincronizar-se e a dor diminuiu.

“Parece que a dor interrompe totalmente essa sincronização interpessoal entre casais”, disse Goldstein. “Com o toque restabelece-se a sincronização.”

A pesquisa de Goldstein mostrou que, quanto mais empatia o homem mostrava pela mulher (medida noutros testes), mais a dor diminuía durante o toque.

Quanto mais fisiologicamente sincronizados eles estavam, menos dor a mulher sentia.

Ainda não está claro se a diminuição da dor causa o aumento da sincronicidade ou vice-versa.

“Pode ser que o toque seja uma ferramenta para comunicar empatia, resultando num efeito analgésico”, referiu Goldstein.

São necessárias mais pesquisas para descobrir como o toque de um parceiro diminui a dor.

Goldstein suspeita que a sincronização interpessoal pode desempenhar um papel, possivelmente por afectar uma área do cérebro chamada córtex cingulado anterior, que está associada à percepção da dor, empatia, função cardíaca e respiratória.

 

Quanto mais empático o parceiro e mais forte o efeito analgésico.

 

O estudo não explorou se o mesmo efeito ocorreria com casais do mesmo sexo, ou o que acontece quando o homem é sujeito à dor.

Goldstein mediu a actividade das ondas cerebrais e planeia apresentar esses resultados num estudo futuro.

Ele espera que a pesquisa ajude a dar credibilidade científica à noção de que o toque pode aliviar a dor.

Por enquanto, ele tem alguns conselhos para o parto:

– Esteja pronto e disponível para segurar a mão da sua parceira.

Guia para Encontros na Era Digital Pedro Martins Psicoterapeuta

Guia para Encontros na Era Digital

Se está à procura de encontros casuais, um relacionamento a longo prazo, um parceiro para BDSM, ou alguém para ir ao cinema, é fácil ficar fatigado e frustrado com a enorme quantidade de aplicativos e sites que existem.

 

Coisas a ter em mente em relação a encontros nos dias de hoje:

 

Você está a conhecer um estranho

É importante não se esquecer que quando combina uma saída com alguém que conheceu através de uma aplicação ou de um site, você está a sair com um estranho.

A referência a este aspecto não tem a ver com os “perigos”, mas para salientar que você realmente não pode conhecer uma pessoa antes de conhecê-la.

Hoje em dia é cada vez mais raro ouvir alguém dizer que vai sair com uma pessoa que conheceu no trabalho.

A maioria das pessoas combina encontros através das redes sociais e aplicações.

No entanto, como muita da comunicação se dá em forma de mensagens de texto curtas, troca de fotos ou de mensagens por meio de aplicações, rapidamente se cria uma falsa sensação de intimidade, antes mesmo de você se encontrar com a pessoa na vida real.

 

A criação de uma fantasia

Como as pessoas com quem se combinam este tipo de encontros raramente compartilham um contexto comum, por exemplo, de escola ou de amigos, é muito mais fácil criar uma fantasia acerca da outra pessoa antes de se encontrar com ela.

As pessoas apresentam claramente versões retocadas e idealizadas de si mesmas nas redes sociais e nas aplicações.

Um paciente contou-me que um amigo tinha dois perfis diferentes no mesmo site de encontros:

Um dirigido para “aventuras” e outro para relacionamentos; cada um com uma lista diferente de hobbies e interesses.

 

A comunicação através de mensagens de texto curtas e troca de fotos cria uma falsa sensação de intimidade.

 

Outra paciente referiu que tinha andado a sair com uma pessoa que odiava a mãe, mas no seu perfil tinha fotos muito doces dos dois a abraçarem-se no Natal.

As palavras e as imagens que se apresentam nutrem a imaginação da pessoa que olha para o perfil.

Acontece numa questão de minutos. Por vezes a fantasia pode começar mesmo antes de uma mensagem ser trocada.

As mensagens trocadas antes do encontro perpetuam essas fantasias e podem ofuscar as incompatibilidades que surgiriam rapidamente se você se encontrasse com a pessoa na vida real.

 

É mais do que uma lista de características/qualidades

As pessoas quererem conhecer alguém que preencha certos requisitos, que podem incluir altura, educação, etnia, idade, fertilidade, excentricidade e muito mais.

O recurso “pesquisa avançada” em sites e aplicações facilita a pesquisa das pessoas que atendem aos critérios específicos e amplificam o problema.

Isso, associado com o número de pessoas on-line, leva à ideia de que você pode continuar a procurar alguém melhor ou mais compatível, reforçando a noção de que existem possibilidades ilimitadas.

No entanto, a verdade é que possibilidades infinitas tornam difícil avaliar a conexão com a pessoa sentada à nossa frente.

Se você estiver interessado num relacionamento e ainda estiver a sair com várias pessoas, não terá espaço emocional para descobrir quem é a pessoa certa para você.

Parte do objectivo dos encontros é descobrir se a outra pessoa tem capacidade de se ligar, de relacionar-se consigo, respeitar e comunicar de uma maneira honesta e confiável, e se conseguem divertir-se juntos.

Isso exige presença de mente, coração, e investimento de tempo.

As check list de qualidades/características por si só não são suficientes para perceber como alguém se relaciona. Você tem de se relacionar com a outra pessoa para descobrir.

 

Devido às características destes encontros é muito mais fácil criar uma fantasia acerca da outra pessoa antes de se encontrar com ela.

 

Aqui ficam algumas dicas para ajudá-lo a lidar com alguns desafios dos encontros na era digital:

Dicas para encontros na era digital

Não deixe que a comunicação digital ou as mensagens continuem por muito tempo. Limite-se a trocar um pequeno número de mensagens antes de passar para uma ligação telefónica.

Depois de você falar com a pessoa pelo telefone reflicta sobre as sensações com que ficou. Por exemplo, como a conversa fluiu.

Tente evitar enviar mais de três mensagens sem resposta. Isso faz com que você se sinta mal e pode fazer com que a outra pessoa se sinta pressionada.

Avalie a qualidade dos relacionamentos do potencial parceiro à medida que surgem situações com a família, amigos e ex-namorados.

Pensar em ser exclusivo não significa que você está comprometido para sempre. Mas sem isso é complicado perceber como é realmente a conexão.

Seja honesto com aquilo que você está à procura, seja a curto ou a longo prazo, significativo ou casual.

Você não vai assustar alguém que quer estar consigo por expressar os seus desejos.

A verdade é que nestes tempos existem muitas maneiras das pessoas poderem encontrar outras. Com algum esforço, a probabilidade de encontrar alguém aumenta.

Boa sorte!

Traduzido/adaptado por Pedro Martins

a partir de The Ultimate Guide to Dating in the Digital Age – Shirin Ali

 

Dar Demasiado Colo Estraga a Criança?

Dar Demasiado Colo Estraga a Criança?

“Dar demasiado colo estraga a criança”.

Poucos são os pais que nunca ouviram essa afirmação.

Apesar de ser uma ideia comum na sociedade, os especialistas recomendam:

  • dêem o máximo de colo, amor, carinho e cuidado aos bebés; eles precisam disso.

— Estamos sob a égide do mito de que o colo mima.

A primeira experiência que o bebé tem de “colo” é o útero da mãe.

Nele, a pele do feto está em permanente contacto com a água (liquido amniótico), sentindo-se envolvido.

No parto, o bebé deixa esse espaço contentor e tem uma sensação de “queda”.

O que ele mais quer é ser acolhido imediatamente para retornar àquele sentimento de contenção — refere Vera Laconelli, psicanalista e directora do Instituto Gerar.

O contacto da pele dos bebés com os pais ajuda a estimular o sistema nervoso central da criança.

Nos primeiros momentos de vida, o bebé não reconhece o limite do seu próprio corpo e será a partir do colo, do toque, que essa sensação se formará.

É ao receber o colo que o bebé percebe que é desejado e amado pelos cuidadores.

“Se você deixar o bebé a chorar para ver se ele “se habitua”, a única coisa a que ele vai se acostumar é a sofrer.

Quando o bebé sofre uma experiência de desamparo, ele chora porque esse é o único recurso que tem.

Se alguém acode a esse choro, mesmo que não lhe tire o sofrimento, demonstra à criança que ela não vai estar sozinha na hora da dor.”

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