Mês: Novembro 2015

Complexo de Édipo - Uma Introdução. Pedro Martins Psicoterapeuta - Psicoterapia

Complexo de Édipo – Uma introdução

Quando se fala em Complexo de Édipo a ideia que normalmente surge é: o filho quer matar o pai para ficar com a mãe.

Antes de mais, é preciso dizer que o “Complexo de Édipo” é uma metáfora criada para descrever uma quantidade de ideias, emoções e impulsos, em grande parte inconscientes, que gravitam em torno das relações que as crianças estabelecem com os seus pais. O Complexo de Édipo aponta para a angústia e culpa que a criança sente em relação aos seus desejos, assim como para as consequências de agir de acordo com eles.

Para compreendermos melhor o mito Edipiano temos que ir à origem: Rei Édipo de Sófocles.

A história de Édipo começa com a traumatização psicológica e física de uma criança por aqueles que deveriam ser os seus protectores, os pais.

Laio e Jocasta, Reis de Tebas, foram advertidos pelo oráculo que o filho deles, o bebé Édipo, estava fadado a assassinar o próprio pai. Este, depois de lhe terem trespassado os pés com uma lança, é entregue a uma pastor por Jocasta, com instruções para ser abandonado no deserto para morrer.

Édipo acaba por escapar à sua morte prematura sendo cuidado pelos reis de Corinto, Polybus e Merope, e cresce acreditando que estes são os seus verdadeiros pais.

Quando certo dia lhe é sugerido que os Reis de Corinto não eram os seus pais, Édipo fica tão consternado que vai consultar o oráculo de Delfos, e este diz-lhe, que ele matará o seu pai e casará com a sua própria mãe. Acometido com essa profecia e desejando ardentemente proteger aqueles que pensa serem os seus pais, sai de Corinto decidido a não voltar.

Entretanto numa encruzilhada tem um desentendimento e mata um homem – Laio, o seu pai.

Por fim Édipo chega a Tebas, que está nesse momento assolada pela Esfinge, que instalada num penhasco propõe enigmas a todos os que passam por perto, matando qualquer um que não desse a resposta correcta. Édipo, destroçado com tudo o que tem acontecido, e não tendo muito apreço pela vida, aceita o desafio da esfinge e consegue resolver o enigma que ela lhe apresentou. Como recompensa por ter libertado Tebas, Édipo é feito rei e casa com Jocasta.

Muitos anos depois, abate-se sobre Tebas a peste como punição do assassinato não vingado de Laio. Édipo, vai então procurar o assassino e a verdade é revelada. No fim da tragédia, Jocasta suicida-se e Édipo cega-se.

Aquilo que se entende por Complexo de Édipo tem um significado simbólico de grande riqueza referencial. Entender o Complexo de Édipo como: rapazinhos que querem matar o pai e casar com a mãe é de extrema simplificação, ou mesmo descabido. É preciso não esquecer que quando Édipo matou Laio e acabou casado com Jocasta, este não sabia que estes eram os seus verdadeiros pais. Na verdade Édipo saiu de Corinto para proteger aqueles que julgava serem os seus pais.

Fazer Psicoterapia é um Sinal de Sanidade

“Optar pela psicoterapia não é um sinal de perturbação. É o primeiro sinal de sanidade …”

Há muitas coisas que nos fazem resistir de fazer terapia. Existe a ideia de que você tem que ser um pouco louco ou com um grande e estranho problema para fazer terapia.

Pode ser difícil ver que a terapia não é de facto para um grupo selecto e pequeno de pessoas com distúrbios.

É para todos, porque na verdade é completamente normal estar um pouco confuso, um pouco ansioso ou às vezes desafiado por relações, vida familiar e o rumo da carreira.

Então, na verdade, a única condição para fazer terapia é ser um ser humano normal.

A psicoterapia não é apenas uma oportunidade para as pessoas se sentirem genuinamente escutadas. É um espaço relacional que acolhe as angústias de que vão procurando fugir, ao mesmo tempo que as legenda e liga com os aspectos essenciais das suas vidas.

Psicoterapia, Terapeuta e Teoria. Pedro Martins Psicoterapauta - Psicoterapia

Psicoterapia, Psicoterapeuta e Teoria

O entendimento corrente do provérbio “Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo por toda a vida”(Lao Tsé), não é muito diferente daquele que muitos psicoterapeutas fazem. Alguns pacientes precisam que lhes seja dado o peixe, precisam ser alimentados, ali, naquele momento. Refugiando-se na teoria/técnica, o terapeuta foca-se no “ensinar a pescar” e deixa para segundo plano o que é prioritário, vital, cuidar do paciente, procurando saciar a sua fome.

Ao contrário dos bebés, a maioria dos pacientes não revelam que têm fome. Por vezes escondem. Ficam calados. Na melhor das hipóteses pedem que os ensinem a pescar. Outros, nem se apercebem que têm fome, ou, de tanta fome, perderam a vontade de comer. Para alguém que viveu a experiência de não ter recebido o alimento afectivo de que necessitava, pedir, está, praticamente, fora de questão. Se não (nos) oferecemos podemos estar a alimentar a fome.

Como uma mãe atenta, o psicoterapeuta deve colocar-se num posição materna e através do seu sentir tentar compreender o que o paciente precisa naquele momento. Quando o terapeuta não reconhece as necessidades do paciente, dá-se um desencontro. Mais um.

O movimento de aproximação ao Outro, ao encontro das suas necessidades afectivas, permite o estabelecimento de uma relação – nutritiva – profunda. Através do afecto nutriente saciam-se as “fomes” , tantas vezes sinónimo de tristeza, frustração, insegurança e ansiedade.

Retomado o crescimento (suspenso), é possível ver além do horizonte limitado por medos e dificuldades que se sobrepõem umas às outras. A esperança no Outro renova-se, e com ela, a possibilidade de criação de um novo sentido.

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