Mês: <span>Junho 2016</span>

mudança psíquica

Mudança Psíquica no Processo Terapêutico

Mudança Psíquica

O que chamamos de carácter (Cordech, 2010) de uma pessoa, a sua maneira de ser, a forma como se comporta perante a vida e com os outros em geral depende deste estrato profundo da mente, cujo conjunto é o que consideramos o inconsciente de procedimento ou não reprimido.

E é este nível básico da vida mental que é modificado mediante a interacção e a experiência intersubjectiva que o paciente e terapeuta vivem durante o processo terapêutico, produzindo-se, como consequência disto, a mudança psíquica.

Isto não deveria causar-nos estranheza, pois é totalmente espectável que a mente que foi estruturada através da interacção do sujeito com o meio ambiente, apenas possa, através da interacção, ser modificada. (Loewld, 1960, 1979).

 

 

Realidad, Interracción y cambio psíquico
La prática de la psicoterapia relacional
Joan Coderch de Sans

Auto-suficiência: o outro lado

– Ninguém sabe como eu me sinto, ninguém se interessa…
– Já disseste a alguém como te sentes?

A expectativa de que os outros saibam como nos sentimos sem termos de o expressar, na maioria das vezes, não se concretiza.

A narrativa acaba por ser: “Não se interessam, não gostam de mim …”

O desejo de ser compreendido e que o outro venha ao nosso encontro sem necessidade de o expressarmos encontra paralelo na infância precoce onde a mãe antecipa os desejos/necessidades da criança e as satisfaz. Excluindo este “fenómeno” que resulta de uma profunda ligação mãe-bebé (que se desfaz gradualmente), a criança vai desde o início manifestando as suas necessidades e procurando pelos meios que dispõe que elas sejam satisfeitas.

Quando as coisas não correm bem nesta fase do desenvolvimento, a criança – amanhã adulto – vai-se fechando sobre si própria e reforçando a crença que pode, essencialmente, contar consigo mesma.

Se para algumas pessoas é difícil pedir ajuda, para outras isso é quase impossível. Sentem que pedir é uma espécie de pedinchar, sinónimo de pequenez, e nesse sentido, exposição de uma falha, de uma fragilidade que é necessário ocultar.

Quando pedem ajuda fazem-no de uma forma tão atabalhoada que por vezes mais parece que os outros é que sentem necessidade de os ajudar.

O receio de pedir e não receber não só expõe o sentimento de insuficiência como o pode ampliar.

Então, numa espécie de vitória invertida aguentam estoicamente em silêncio ao mesmo tempo que desenvolvem sentimentos hostis em relação ao outro que “não se interessa”.

Desta forma vai-se ampliando a distância, quando a proximidade é – e sempre foi – o maior desejo.

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