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Psicoterapia, Terapeuta e Teoria. Pedro Martins Psicoterapauta - Psicoterapia

Psicoterapia, Psicoterapeuta e Teoria

O entendimento corrente do provérbio “Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo por toda a vida”(Lao Tsé), não é muito diferente daquele que muitos psicoterapeutas fazem. Alguns pacientes precisam que lhes seja dado o peixe, precisam ser alimentados, ali, naquele momento. Refugiando-se na teoria/técnica, o terapeuta foca-se no “ensinar a pescar” e deixa para segundo plano o que é prioritário, vital, cuidar do paciente, procurando saciar a sua fome.

Ao contrário dos bebés, a maioria dos pacientes não revelam que têm fome. Por vezes escondem. Ficam calados. Na melhor das hipóteses pedem que os ensinem a pescar. Outros, nem se apercebem que têm fome, ou, de tanta fome, perderam a vontade de comer. Para alguém que viveu a experiência de não ter recebido o alimento afectivo de que necessitava, pedir, está, praticamente, fora de questão. Se não (nos) oferecemos podemos estar a alimentar a fome.

Como uma mãe atenta, o psicoterapeuta deve colocar-se num posição materna e através do seu sentir tentar compreender o que o paciente precisa naquele momento. Quando o terapeuta não reconhece as necessidades do paciente, dá-se um desencontro. Mais um.

O movimento de aproximação ao Outro, ao encontro das suas necessidades afectivas, permite o estabelecimento de uma relação – nutritiva – profunda. Através do afecto nutriente saciam-se as “fomes” , tantas vezes sinónimo de tristeza, frustração, insegurança e ansiedade.

Retomado o crescimento (suspenso), é possível ver além do horizonte limitado por medos e dificuldades que se sobrepõem umas às outras. A esperança no Outro renova-se, e com ela, a possibilidade de criação de um novo sentido.

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