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Psicoterapia

psicoterapia zona de conforto

A Zona de Conforto é muito desconfortável

Consta que existe uma zona de conforto, mas tenho dúvidas que seja confortável.

Por princípio ninguém quer ficar no mesmo lugar. Na nossa natureza está o desejo de descobrir e conquistar coisas novas.

É esse ensejo pelo novo que nos faz avançar, mudar de lugar e concretizar novos objectivos.

Já diz o provérbio – parar é morrer.

Muitas vezes, apesar do receio vamos avançando. Mas quando o medo é muito grande ficamos paralisados.

Ter medo e ser incapaz de mudar, nada tem a ver com conforto, mas com desconforto.

É aqui, neste bloqueio, nesta impossibilidade de avançar que muitos vêm uma zona de conforto.

Mas ninguém que esteja nesta situação/zona está confortável.

O temor pelo novo é muitas vezes interpretado como um gosto pelo velho, pelo conhecido.

É a esta interpretação errónea que algumas vezes se dá o nome de zona de conforto.

Ter medo e ser incapaz de mudar nada tem a ver com conforto mas com desconforto.

Ficar parado é ver as coisas passarem sem lhes poder tocar. É passar ao lado da vida.

Como é hábito, certas expressões entram no vocabulário do dia-a-dia e passam a ser usadas na situação que der mais jeito.

Em grande medida a  expressão “zona de conforto” é usada para apontar o dedo a alguém que não investe, que não arrisca, que se acomoda.

Estes “julgamentos precipitados” acabam por não considerar o mais importante:

– O que leva alguém a acomodar-se com uma situação (trabalho ou relação) desagradável?

Não creio que possa falar em zona de conforto. Mais correcto será dizer que existe uma zona de desconforto:

– Uma zona desconfortável, onde as pessoas que permanecem lá se sentem sozinhas, frustradas e infelizes.

É exactamente por isso que é tão difícil sair de lá. Falta o brilho da alegria, o entusiasmo que alimenta o desejo de conquistar.

A coragem de avançar sem recear os tropeções  e as quedas; de conseguir rir e chorar.

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