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Dar Demasiado Colo Estraga a Criança?

Dar Demasiado Colo Estraga a Criança?

“Dar demasiado colo estraga a criança”.

Poucos são os pais que nunca ouviram essa afirmação.

Apesar de ser uma ideia comum na sociedade, os especialistas recomendam:

  • dêem o máximo de colo, amor, carinho e cuidado aos bebés; eles precisam disso.

— Estamos sob a égide do mito de que o colo mima.

A primeira experiência que o bebé tem de “colo” é o útero da mãe.

Nele, a pele do feto está em permanente contacto com a água (liquido amniótico), sentindo-se envolvido.

No parto, o bebé deixa esse espaço contentor e tem uma sensação de “queda”.

O que ele mais quer é ser acolhido imediatamente para retornar àquele sentimento de contenção — refere Vera Laconelli, psicanalista e directora do Instituto Gerar.

O contacto da pele dos bebés com os pais ajuda a estimular o sistema nervoso central da criança.

Nos primeiros momentos de vida, o bebé não reconhece o limite do seu próprio corpo e será a partir do colo, do toque, que essa sensação se formará.

É ao receber o colo que o bebé percebe que é desejado e amado pelos cuidadores.

“Se você deixar o bebé a chorar para ver se ele “se habitua”, a única coisa a que ele vai se acostumar é a sofrer.

Quando o bebé sofre uma experiência de desamparo, ele chora porque esse é o único recurso que tem.

Se alguém acode a esse choro, mesmo que não lhe tire o sofrimento, demonstra à criança que ela não vai estar sozinha na hora da dor.”

sidade-infantil-Pedro Martins Psicoterapeuta - Psicoterapia

Obesidade Infantil

Uma atitude de superprotecção das crianças pode conduzir à ansiedade e, consequentemente, à obesidade pelo consumo de alimentos como procura de segurança, avançou hoje um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

Os resultados preliminares de um estudo desenvolvido por investigadores da FMUP indicam que as crianças, “sobretudo as meninas”, que sejam educadas por pais superprotectores e “demasiado zelosos, podem ser mais propensas ao desenvolvimento da obesidade”.

De acordo com os investigadores, a atitude superprotectora dos pais leva a que as crianças tenham a imagem de um “mundo ameaçador”, sentindo ansiedade e tendo, consequentemente, “um aumento de cortisol, a hormona do stress”.

Os casos, classificados como “vinculação insegura” pelos especialistas, poderão ter “efeitos menos positivos” no desenvolvimento das crianças, levando-as a uma procura de segurança através de “conforto em actos básicos”, como a comida ou o bem-estar emocional junto de alguém.

“Os dados sugerem que, quando existe vinculação insegura, os rapazes tendem a exteriorizar o comportamento, tornando-se agressivos, por exemplo, mas as meninas parecem internalizar as emoções, comendo”, explicou Inês Pinto, estudante do programa Doutoral em Metabolismo da FMUP e investigadora principal do estudo.

A investigadora adiantou que os níveis elevados de stress sentidos pelas meninas leva a que não consigam ter sucesso quando sujeitas a dietas, visto que a comida é “a forma de obterem uma sensação de conforto e segurança”.

De acordo com a investigadora, os pais devem procurar ajuda para as meninas que tenham excesso de peso e uma personalidade introvertida, especialmente nos casos em que a alteração da dieta não surte qualquer efeito, mencionando ainda que os profissionais envolvidos terão que estar alerta para um possível “sofrimento não visível, que tem de ser observado por um especialista em saúde mental”.

O estudo foi orientado pelo director do Departamento de Neurociências Clínicas e Saúde Mental da FMUP, Rui Coelho, e por Conceição Calhau, professora e investigadora na área do Metabolismo.

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