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Bowlby

Bowlby estudou psicologia e ciências pré-clínicas no Trinity College em Cambridge, ganhando prémios por desempenho intelectual notável. Depois de Cambridge, ele trabalhou com crianças delinquentes e desajustadas, na época com vinte e dois anos, fazendo residência no University College Hospital em Londres. Aos vinte e seis, ele se formou em medicina. Enquanto estava na escola de medicina, ele se matriculou no Instituto de Psicanálise. Após sua saída, ele se formou em psiquiatria adulta no Maudsley Hospital. Em 1937, aos 30 anos de idade, qualificou-se como psicanalista.

Durante a Segunda Guerra Mundial, ele foi tenente-coronel no Corpo Médico da Armada Real. Após a guerra, ele se tornou Diretor Substituto da Clínica Tavistock e, partir de 1950, Consultor de Saúde Mental da Organização Mundial da Saúde.

Por causa de seu trabalho anterior com crianças delinquentes e mal-adaptadas, ele se tornou interessado no desenvolvimento de crianças e começou a trabalhar na Child Guidance Clinic (Clínica de Orientação Pediátrica) em Londres. Este interesse foi, provavelmente, reforçado por uma variedade de eventos da guerra envolvendo a separação de crianças de seus familiares; estes incluindo o resgate de crianças judias pela Kindertransport (evacuação de crianças judaicas da Alemanha, Checoslováquia, Polónia e Cidade Livre de Danzig que decorreu entre 1938 e 1939), a evacuação de crianças de Londres para mantê-las a salvo de ataques aéreos, e o uso de grupos de berçários para permitir que as mães de crianças pequenas contribuíssem para o esforço de guerra. Bowlby estava interessado desde o início de sua carreira no problema da separação e no trabalho de Anna Freud e Dorothy Burlingham durante a guerra sobre desabrigados e de Rene Spitz sobre órfãos. Ao final da década de 1950, ele havia acumulado um corpo de trabalho teórico e observacional para indicar a importância fundamental do apego desde o nascimento para o desenvolvimento humano.

Bowlby estava interessado em descobrir os padrões reais de interacção familiar envolvidos no desenvolvimento saudável bem como no patológico. Ele focou em como as dificuldades de apego eram transmitidas de uma geração à próxima. Em seu desenvolvimento da teoria do apego, ele propôs a ideia de que o comportamento de apego era, essencialmente, uma estratégia de sobrevivência evolutiva para proteger o recém-nascido de predadores. Mary Ainsworth, uma aluna de Bowlby, mais tarde ampliou e testou suas ideias, e fez, de fato, o papel principal ao sugerir a existência de vários estilos de apego. As três experiências mais importantes para o futuro trabalho de Bowlby e o desenvolvimento da teoria do apego foram seu trabalho com crianças delinquentes e mal-adaptadas.

 

via wikipedia

reprimido

A Repressão e o Reprimido

A Repressão e o Reprimido

Num sentido lato, a repressão é designada como a operação psíquica tendente a fazer desaparecer da consciência um conteúdo (ideia, afecto, etc.) desagradável ou inoportuno. Nesse sentido o recalcamento seria uma modalidade especial de repressão.

No sentido mais frequente, a repressão, opõe-se, sobretudo, do ponto de vista tópico ao recalcamento, quer pelo carácter consciente da operação, quer pelo facto do conteúdo reprimido se tornar simplesmente pré-consciente e não inconsciente.

Segundo Laplanche & Pontalis, a repressão seria um mecanismo consciente actuando ao nível da “segunda censura”, que Freud situa entre o consciente e o pré-consciente; tratar-se-ia de uma exclusão para fora da consciência actual, e não da passagem de um sistema (pré-consciente-consciente) para outro (inconsciente).

Do ponto de vista dinâmico, as motivações morais desempenham um papel determinante na repressão.

freudian slip

Freudian Slip /Acto Falhado

Freudian Slip / Acto falhado ou falho

Acto em que o resultado explicitamente visado não é atingido, antes se acha substituído por outro.

Fala-se de actos falhados/Freudian Slip não para designar o conjunto das falhas da palavra, da memória e da acção, mas para os comportamentos em que o indivíduo é habitualmente capaz de obter êxito, e cujo fracasso é tentado a atribuir apenas à sua falta de atenção ou ao acaso.

Freud demonstrou que os actos falhados eram, tal como os sintomas, formações de compromisso entre a intenção consciente do indivíduo e o recalcado.

 

Vocabulário da Psicanálise – J. Laplanche & J.B. Pontalis

João dos Santos – Breve história ilustrada

João dos Santos foi o criador da moderna Saúde Mental Infantil em Portugal e o grande impulsionador da viragem da Psiquiatria Infantil que de uma especialidade enraizada na Psiquiatria de adultos passou a uma especialidade autónoma.

Foi um dos primeiros psicanalistas portugueses e um dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Psicanálise.

Desenvolveu um olhar novo sobre o valor da arte no desenvolvimento da criança e sobre a educação na família, na escola e na comunidade, criando concepções e ensinamentos originais e modos inovadores de formação de pais e professores.

O seu percurso académico e a sua sólida formação em Psiquiatria e Psicanálise permitiram-lhe proceder a rigorosas pesquisas sobre a criança. João dos Santos criou uma obra escrita inovadora concretizada numa obra institucional em prol da protecção materno-infantil e da prevenção e intervenção em Saúde Mental Infantil. Obra que ainda hoje ajuda a compreender as causas mais profundas do sofrimento psíquico e das patologias da criança, do adolescente e do jovem.

João dos Santos começou por ser professor de Educação Física, licenciou-se depois em Medicina, tendo logo orientado o seu interesse e formação para a Psiquiatria. Trabalhou com Vítor Fontes no Instituto António Aurélio da Costa Ferreira e com Barahona Fernandes no Hospital Júlio de Matos onde foi um dinamizador incansável da modernização das clínicas infantis.

Partiu para Paris em 1946 onde sob a orientação de Henri Wallon foi investigador no Centro de Pesquisas Científicas de França (C.N.R.S.) no Laboratório de Biopsicologia da Criança. Trabalhou com G. Heuyer, J. Ajuriaguerra, H. Ey, A. Thomas. Trabalhou também no Serviço de G. Heuyer, primeiro professor de Neuropsiquiatria de França, no Hospital “Enfants Malades” e no Centro Alfred Binet, dirigido por Serge Lebovici. Aqui, entre outros, trabalhava também René Diatkine que seguia como Lebovici as novas correntes psicodinâmicas e se tornaram psicanalistas. Lebovici foi o pioneiro da Psicanálise infantil em França.

João dos Santos criou, com colaboradores, a secção de Higiene Mental do Centro de Assistência Materno-infantil Sofia Abecassis, o Colégio Eduardo Claparède, os dois primeiros Centros Psicopedagógicos portugueses, um na Voz do Operário outro no Colégio Moderno, o Centro Infantil Helen Keller, a Liga Portuguesa de Deficientes Motores, a Associação Portuguesa de Surdos, a Liga Portuguesa contra a Epilepsia. Colaborou na criação do Centro de Saúde Mental Infantil de Lisboa de que foi o seu primeiro director. Aí existiram desde o início, equipas de serviço ambulatório no Dispensário Central e no Dispensário do Hospital Dona Estefânia, além da equipa das clínicas infantis do Hospital Júlio de Matos. Mais tarde foram criados outros serviços como o Laboratório de Electroencefalografia, Laboratório de Bioquímica, a Escola dos Cedros – serviço de adolescentes, a Casa da Praia – Externato de Pedagogia Experimental e a Unidade de Primeira Infância (UPI).

João dos Santos foi o inspirador da criação do Instituto de Apoio à Criança (IAC).

Foi Professor na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação e na Escola Nacional de Saúde Pública.

Em 1984 foi agraciado pelo Presidente da República, General António Ramalho Eanes, com o grau de Comendador da Ordem de Benemerência.

Em 1985, a Faculdade de Motricidade Humana atribuiu a João dos Santos o título de Doutor Honoris Causa.

 

Paula Santos Lobo e Luís Grijó dos Santos

 

Documentário de 1985, numa cópia digitalizada em muito mau estado

 

Donald Winnicott

Winnicott era filho de Elizabeth Martha (Woods) Winnicott e do Sr. John Frederick Winnicott, um comerciante que se tornou cavaleiro em 1924 após servir duas vezes como prefeito de Plymouth.

A família era próspera e aparentemente feliz, mas atrás desse verniz, Winnicott se viu como oprimido por uma mãe com tendências depressivas como também por duas irmãs e uma babá. Foi a influência do seu pai, que era um livre-pensador e empreendedor que o encorajou em sua criatividade. Winnicott se descreveu como um adolescente perturbado, reagindo contra a própria auto-repressão que adquirindo sua capacidade de cuidar ao tentar suavizar os sombrios humores de sua mãe. Estas sementes de autoconsciência se tornaram a base do interesse dele trabalhando com pessoas jovens e problemáticas.

Decidindo se tornar um médico, ele começou a estudar medicina em Cambridge mas interrompeu seus estudos para servir como cirurgião aprendiz – residente em um navio (destroyer) britânico, o HMS Lúcifer, durante a Primeira Guerra Mundial. Ele completou sua formação em medicina em 1920 e em 1923, no mesmo ano do seu primeiro casamento com Alice Taylor, foi contratado como médico no Paddington Green Children’s Hospital em Londres. Foi também em 1923, que Winnicott iniciou sua análise pessoal com James Strachey (1887 – 1967), o tradutor das obras de Sigmund Freud para o inglês.

Em 1927 Winnicott foi aceito como iniciante na Sociedade Britânica de Psicanálise, qualificado como analista em 1934 e como analista de crianças em 1935. Ele ainda estava trabalhando no hospital infantil e posteriormente comentou que… ”naquele momento nenhum outro analista era também um pediatra, assim durante duas ou três décadas eu fui fenômeno isolado…” O tratamento de crianças mentalmente transtornadas e das suas mães lhe deu a experiência com a qual ele construiria a maioria das suas originais teorias. E o curto período de tempo que ele poderia dedicar-se a cada caso o conduziu ao desenvolvimento das suas “inter – consultas terapêuticas.” outra inovação da prática clínica que introduziu.

Durante os anos de guerra trabalhou como consultor psiquiátrico de crianças seriamente transtornadas que tinham sido evacuadas de Londres e outras cidades grandes, e separado de suas famílias. Ele continuou trabalhando ao Paddington Green Children’s Hospital nos anos 1960.

Passada a guerra, Winnicott tornou-se um médico contratado do Departamento Infantil do Instituto de Psicanálise, onde trabalhou durante 25 anos. Foi presidente da Sociedade Britânica de Psicanálise por duas gestões, membro da UNESCO e do grupo de experts da OMS. Atuou como professor no Instituto de Educação e na London School of Economics, da Universidade de Londres. Dissertou e escreveu amplamente como atividade profissional independente.

Via Wikipedia

 

Sigmund Freud

Sigismund Schlomo Freud (Freiberg in Mähren, 6 de maio de 1856 — Londres, 23 de setembro de 1939), mais conhecido como Sigmund Freud, foi um médico neurologista criador da psicanálise.

Freud nasceu em uma família judaica, em Freiberg in Mähren, na época pertencente ao Império Austríaco (actualmente, a localidade é denominada Příbor, e pertence à República Tcheca).

Freud iniciou seus estudos pela utilização da técnica da hipnose no tratamento de pacientes com histeria, como forma de acesso aos seus conteúdos mentais.

Ao observar a melhora dos pacientes tratados pelo médico francês Charcot, elaborou a hipótese de que a causa da histeria era psicológica, e não orgânica.

Essa hipótese serviu de base para outros conceitos desenvolvidos por Freud, como o do inconsciente.

Freud também é conhecido por suas teorias dos mecanismos de defesa e repressão psicológica e por criar a utilização clínica da psicanálise como tratamento das psicopatologias, através do diálogo entre o paciente e o psicanalista.

Freud acreditava que o desejo sexual era a energia motivacional primária da vida humana.

Sua obra fez surgir uma nova compreensão do ser humano, como um animal dotado de razão imperfeita e influenciado por seus desejos e sentimentos.

Segundo Freud, a contradição entre esses impulsos e a vida em sociedade gera, no ser humano, um tormento psíquico.

Via Wikipedia

Angustia Pedro Martins Psicoterapeuta - Psicoterapia

Angústia

A angústia sinal é um pressentimento que avisa o sujeito, abrindo-lhe a possibilidade de executar medidas preventivas e treinar estratégias de defesa.

É um alarme conduzindo a um alerta.

Este medo antecipado tem, pois, um importante significado biológico, permitindo uma adequada adaptação e um maior sucesso na luta pela existência e melhor qualidade de vida.

É mesmo um fenómeno psíquico essencial à manutenção do ser e ao desenvolvimento das suas capacidades.

Angústia traumática – medo provocado por acontecimento imprevisto.

Angústia automática ou de repetição – desencadeada pela revivência de um trauma psíquico anterior.

Angústia sinal – expectativa de um perigo, informando o indivíduo da sua proximidade, iminência ou probabilidade.

A angústia traumática, automática e sinal não têm grandes diferenças entre elas, pois são todas uma resposta a um sinal de perigo, seja ele imediato, relembrado ou pressentido.

Por isso, quando hoje falamos de angústia é na acepção de angústia como sinal.

Trata-se sempre da reacção a um desastre que pode acontecer ou podia ter acontecido.

A reacção ao desastre que já aconteceu é a tristeza.

As Mães são Sempre as Culpadas? Pedro Martins Psicoterapeuta Psicólogo Clínico

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