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Qual é o seu estilo de Vinculação? Psicoterapia

Qual é o Seu Estilo de Vinculação? Faça o Teste.

Um dos mais importantes questionários da história da psicologia do século XX teve um início modesto nas páginas de um jornal local do Colorado, “The Rocky Mountain News”, em Julho de 1985.

O questionário desenvolvido por Cindy Hazan e Phillip Shaver (psicólogos da universidade de Denver) pedia aos leitores que indicassem com qual das três afirmações se identificavam quando estavam apaixonados.

A: Eu acho relativamente fácil aproximar-me dos outros e fico confortável dependendo deles, assim como tê-los dependentes de mim. Eu não penso em ser abandonado nem temo que alguém se aproxime demasiado de mim.

B: Eu acho que os outros ficam relutantes em aproximar-se tanto quanto eu gostaria. Preocupo-me muitas vezes com o facto de o meu parceiro não me amar de verdade ou de não querer ficar comigo. Eu quero ficar muito perto do meu parceiro, e isso às vezes assusta as pessoas a ponto de se afastarem.

C: Sinto-me um pouco desconfortável perto dos outros. É difícil confiar completamente neles e permitir depender deles. Fico nervoso quando alguém se aproxima muito, e, com alguma frequência, os outros querem que eu seja mais íntimo do que me sinto confortável a ser.

As opções acima dizem respeito aos três principais estilos de vinculação – Seguro; Inseguro Ambivalente/Ansioso; Inseguro Evitante – identificados pela primeira vez pelo psicólogo e psicanalista inglês John Bowlby, o autor da Teoria da Vinculação, nos anos 50 e 60.

 

Opção A assinala o que é conhecido como um padrão Seguro de vinculação, no qual o amor e a confiança surgem facilmente.

A opção B refere-se ao estilo Inseguro Ambivalente/Ansioso. É o caso em que a pessoa deseja ter intimidade com os outros, mas está continuamente com medo de ser decepcionada e, muitas vezes, precipita crises nos relacionamentos através de comportamentos hostis.

A opção C diz respeito ao padrão Inseguro Evitante de vinculação. Aqui, os perigos da intimidade são evitados através de actividades solitárias e de uma retirada emocional.

 

Se há coisa que devemos fazer para melhorar os nossos relacionamentos, é saber a qual das três categorias, predominantemente, pertencemos, e, olhar para os relacionamentos amorosos à luz desse conhecimento, no sentido de ficarmos mais conscientes das armadilhas em que podemos cair.

Acresce que metade de nós, pelo menos, não está seguro em relação ao amor, o que provavelmente nos coloca entre o evitante e o ansioso, e temos – para complicar ainda mais – uma propensão acima da média para nos apaixonarmos por alguém que corresponde à outra face da moeda, agravando, assim, as nossas inseguranças e defesas.

 

Aqui está uma breve lista do que as pessoas do tipo Evitante e Ansioso devem ter em mente nos seus relacionamentos:

SE FOR TIPO EVITANTE COM UM PARCEIRO ESTILO ANSIOSO

– Reconheça em que medida procura confirmações afectivas quando as coisas são mais profundas, especialmente, quando o outro deseja mais proximidade.

– Veja se tende a preferir sexo e proximidade com “estranhos” e que fica nervoso e/ou incomodado com carinhos e beijos. Provavelmente, você também prefere “fazer as coisas” com a luz apagada.

– Tente perceber se está a sabotar a intimidade a longo prazo.

– Seja compreensivo com o facto de você temer o que realmente quer.

– Pense em como, no seu passado, a proximidade foi assustadora porque as pessoas o decepcionaram e observe como você adoptou uma estratégia de retirada para se proteger. Você não quer fazer mal ao seu parceiro, mas tendo em conta o seu passado, existe alguma probabilidade de isso acontecer.

– Lembre-se de que o presente é diferente do passado e que você, ao trazer receios antigos está a pôr em risco o presente.

– Pode parecer que o seu parceiro está a ser agressivo e mal-humorado consigo sem motivo. No entanto, ele é incapaz de expressar as necessidades de outra forma. É você que ele quer, e é exactamente por isso que se comporta dessa forma.

 

SE FOR ESTILO ANSIOSO COM UM PARCEIRO EVINTANTE

– As coisas não são, necessariamente, tão más quanto parecem.

– O silêncio pode ser apenas silêncio, e não falta de amor. A distância não é maldade, mas a maneira de manter o equilíbrio.

– Veja os ataques como desejo de amor.

– Você não é insensato ou “necessitado” por querer mais; mas a sua maneira de lidar com o que legitimamente precisa está a complicar enormemente as coisas.

– Você está “espicaçar” o seu parceiro ao pedir mais intimidade de forma muito directa. E é provável que o esteja a fazer com alguma dose de raiva.

– Mentalize-se de que precisa ir muito devagarinho e gerir bem a distância no que diz respeito ao seu desejo de proximidade.

– O seu parceiro não é maldoso ou bizarro, mas somente tão afectado quanto você. E isso é muito normal; 40% da população encontra-se nas mesmas circunstâncias.

 

Em termos de conclusão, dizer que é muito importante saber onde nos situamos no que diz respeito aos estilos de vinculação nos relacionamentos afectivos.

Não se trata apenas de um importante conhecimento sobre nós mesmos; a partir dele, caso nos encontremos algures na linha Evitantes/Ansiosos, podemos e devemos actuar para que os nossos relacionamentos não sejam postos em causa, possam prosperar e trazerem-nos o retorno desejado.

 

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