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auto-imagem Psicanálise e Psicoterapia Relacional – Uma introdução Pedro Martins Psicoterapeuta - Psicoterapia

Psicanálise e Psicoterapia Relacional – Uma introdução

A Psicanálise Relacional começa a tomar a sua forma actual durante os anos oitenta do século passado, especialmente nos EUA, quando um grupo de autores (Mitchell, Aron, Stolorow, Benjamin Bromberg) procura integrar a tradição relacional (Sullivan, Murray, Kohut) com a teoria britânica das relações de objecto (Balint, Fairbairn, Winnicott).

Trata-se de uma psicanálise anti-cartesiana porque propõe que o mundo seja entendido, principalmente, como uma constelação de relacionamentos que permitem a construção do ser humano individual. A mente não nasce com o indivíduo mas desenvolve-se na interacção humana com o meio ambiente. A criança não é apenas um produto do meio ambiente, mas interage com ele, com a sua espontaneidade e inclinações.

Para a teoria freudiana, o ser humano é motivado por impulsos sexuais e agressivos, inata e biologicamente determinados. Para a nova abordagem, no entanto, a principal motivação é a busca de relações com os outros.

As relações iniciais com os cuidadores primários moldam o nosso comportamento, a auto-imagem e a forma de satisfazer os nossos desejos e necessidades, assim, não podem ser separadas do contexto relacional.

Os padrões iniciais de relacionamento tendem a ser reproduzidos posteriormente na interacção relacional com os novos companheiros de relação.

Uma das características marcantes da psicanálise relacional está no peso dado à interpretação, ou seja, esta não é considerada o factor terapêutico fundamental.

A presença empática do terapeuta, o acompanhamento, o apoio (Winnicott – holding), são factores, no mínimo, tão importantes, como aquilo que em concreto se possa interpretar/dizer ao paciente.

Outro importante factor é redução da assimetria entre o terapeuta e o paciente, ou seja, o terapeuta não se situa numa cúpula de onde emite o seu oráculo, que o paciente deve ouvir com humildade e submissão. Aqui, o paciente nem sempre está errado quando mostra a sua discordância com algo que o terapeuta disse ou fez.

 

Traduzido e adaptado de “Defenicion del Psicoanálisis relacional”

– Psicoanálisis: principios del psicoanálisis relacional

 

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