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Felicidade vs. Prazer. Descubra as Diferenças

A felicidade é a longo prazo, aditiva e generosa. É dar. Está ligado à serotonina.

O prazer é de curto prazo, aditivo e egoísta. É receber. Está ligado à dopamina.

Esta não é apenas uma questão semântica, é uma diferença fundamental que se pode ver nos nossos circuitos neuronais. Parece que o prazer e a felicidade se substituem um ao outro, que são maneiras diferentes de obter o mesmo. Mas não são. Pelo contrário, são coisas que se podem confundir quando se trata do curto prazo, mas, no longo prazo, não poderiam ser mais diferentes.

São ambos constructos culturais. Ambos respondem aos impulsos físicos directos, mas cada vez mais, aos culturais.

Os comerciantes e as campanhas de marketing apontam para a venda de prazer. Esse é um atalho para o sucesso, uma receita que se repete. Fazer com que as pessoas fiquem dependentes da satisfação oferecida pela cafeína, tabaco ou açúcar é um modelo de negócio. Mas para além do uso de certas substâncias, actualmente, os “social media” estão a fazer uso da relação entre a raiva e a dopamina (a raiva é uma das emoções mais presente nas redes sociais) para construir um novo tipo de dependência.

 

“A felicidade é mais difícil de atingir. Requer mais paciência e mais planeamento.”

 

Por outro lado, a felicidade é algo mais difícil de adquirir. Requer mais paciência e mais planeamento. É possível encontrar a felicidade na visão infantil do mundo, mas é mais provável encontrá-la numa série consciente e madura de escolhas, a maioria das quais relacionadas com a generosidade e com a procura de ligações afectivas.

Mais do que nunca, controlamos nossos cérebros controlando o que colocamos neles. Os “media” que escolhemos, as interacções que desenvolvemos e as substâncias que ingerimos condicionam a forma como vivenciamos as coisas.

É difícil resistir à satisfação imediata, sempre tão sedutora e cumpridora da promessa de prazer. Mas, quem sabe, conseguimos resistir estoicamente e escolher a felicidade.

 

Traduzido/adaptado por Pedro Martins

a partir de “The pleasure/happiness gap” – Seth Godin

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